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"Meio
ambiente"
O
luxo do lixo
Atualmente
cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro
vai para o lixo, ou seja, US$ 750 bilhões vão para o
lixo considerando as perdas tangíveis, mas este valor
pode chegar a um terço do PIB se considerarmos as perdas
intangíveis. A estabilização da economia começa a despertar
nas pessoas esforços no combate ao desperdício. A composição
média do lixo do lixo brasileiro é riquíssima em restos
de alimentos orgânicos que corresponde a 65%, papel,
papelão e derivados somam 25%, o restante ficando com
plásticos vidro e metal 10%.
Todo
esse material poderia ser aproveitado , mas o preconceito
e nossa educação não permitem olharmos para o lixo e
ver quanto estamos perdendo, pois diariamente jogamos
fora 250 mil toneladas de lixo. Segundo dados da própria
Albrep (Associação Brasileira de Limpeza Pública) vão
para os lixões 76% desse total outros 13% são depositados
nos aterros controlados pêlos municípios, e 10% são
depositados em aterros sanitários. No máximo 2% desse
lixo é transformado em composto.
Aos
poucos, a prática da compostagem vem ganhando maior
velocidade, principalmente na agricultura que além de
ser um método mais barato como fertilizante de solo
pode trazer ganhos de até 80% na produção. O composto
pode variar de R$ 0,50 a 2,00 a tonelada. Por outro
lado, o agricultor diminuem à aplicação de produtos
químicos, henriquece a microbiologia do solo, e reduz
a acidez da terra que contribui para diminuição da erosão
. O aumento de produtividade com o composto do lixo
é uma das vantagens oferecidas, possuí pouquíssimas
restrição quanto a sua aplicação na lavoura. Alguns
países ricos já utilizam essa técnica, mesmo porque
para cada tonelada de papel enterrado representa a perda
de 15 a 20 árvores adultas, o mesmo acontece para o
vidro e metal que equivalem a 850 quilos a 750 quilos
respectivamente em produção de energia.
Além
do composto do lixo existem outros derivados deste que
poderiam ser aplicados na agricultura que é o caso do
lodo de esgoto, que é despejado diariamente nos rios
brasileiros. Um estudo feito pela Companhia de Saneamento
do Paraná ( Sanepar) e agricultores da região constataram
que com a aplicação do lodo de esgoto o aumento de produtividade
do milho variou entre 11% a 80%.
O
lodo de esgoto só não é mais utilizado devido a falta
de divulgação e preconceito. Devemos considerar que,
por se tratar de um material liquido dificulta e encarece
a sua utilização, mas existem métodos que permite a
sua secagem, facilitando seu transporte e aplicação.
É um produto pobre em potássio mas rico em nitrogênio
e fósforo. Além de melhorar a composição natural do
solo, o mantém úmido e quente. A compostagem assim como
a do lodo de esgoto é um fator condicionante na qualidade
do meio ambiente, que é baseada na norma ISO14000 (BS7750).
O
lixo que produzimos não é algo tão medonho assim, mesmo
porque o desperdício de alimentos notadamente nos países
em desenvolvimento é maior que nos países de primeiro
mundo. A contaminação química que hoje é aplicada na
lavoura devido ao excesso de agrotóxicos, antibióticos,
herbicidas, fungicidas, bactericidas etc...devido a
inobservância das condições e medidas de segurança quanto
a sua utilização. Você pode não saber mais pode estar
jogando no lixo 10% de sua renda.
Num
futuro muito próximo, agricultores, produtores, do setor
alimentícios, setor agropecuário e as indústrias de
manufatura perceberão a necessidade de promover seus
produtos e serviços com algo mais que os preços, a consciência
coletiva sobre o impacto causado ao meio ambiente está
levando as partes interessadas a implantar sistemas
de gestão ambiental. E ao longo dos tempos vamos perceber
que qualidade do meio ambiente depende de cada um de
nós.
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